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Planejar e controlar o orçamento é um dos pilares da saúde financeira, seja para indivíduos ou empresas. No entanto, muitas pessoas e negócios ainda enfrentam dificuldades para organizar suas finanças, o que pode levar a problemas como dívidas desnecessárias, falta de liquidez e até falência.
Com um planejamento eficiente, é possível prever desafios, identificar oportunidades e tomar decisões mais acertadas, tanto no âmbito pessoal quanto no empresarial.
Continue a leitura para entender a importância do orçamento, como estruturá-lo para diferentes contextos e descobrir ferramentas que podem facilitar esse processo. Afinal, um orçamento bem-feito é o primeiro passo para alcançar estabilidade e crescimento financeiro.
Importância do orçamento
Ter um orçamento bem estruturado é fundamental para a saúde financeira de famílias e empresas, servindo como uma base sólida para controle, planejamento e decisões estratégicas. No entanto, a falta de organização financeira ainda é um desafio significativo para muitos.
De acordo com o Sebrae, 57% dos empresários possuem contas bancárias tanto de pessoa física quanto jurídica, enquanto 43% possuem apenas conta de pessoa física. Esse dado reflete a dificuldade enfrentada por muitos negócios, especialmente entre microempreendedores individuais (MEI), em separar suas finanças pessoais das empresariais.
Essa mistura de contas pode prejudicar a análise financeira, dificultar o planejamento e aumentar o risco de problemas de liquidez. O gráfico abaixo mostra a proporção de empresários que possuem contas PF e PJ em diferentes setores, reforçando como a falta de separação clara entre as finanças pode ser uma barreira para a gestão eficiente.
Desafios enfrentados por famílias e empresas:
Orçamento familiar:
- Muitas famílias gastam mais do que ganham, especialmente em períodos de alta inflação e desemprego.
- A falta de educação financeira dificulta o controle de gastos, gerando dívidas crescentes e a incapacidade de formar uma reserva de emergência.
Orçamento empresarial:
- De acordo com o Sebrae, 60% dos empresários já utilizaram contas pessoais para cobrir despesas da empresa, indicando uma mistura entre finanças pessoais e empresariais.
- Pequenas empresas, especialmente Microempreendedores Individuais (MEI), enfrentam dificuldades em separar suas finanças, prejudicando o controle financeiro.
Como fazer o orçamento pessoal?
Criar um orçamento pessoal eficiente não precisa ser complicado. Um passo a passo simples pode transformar a forma como você gerencia suas finanças e evitar problemas como endividamento e falta de reservas.
Passo a passo para o orçamento pessoal:
- Mapeie sua situação financeira atual:
Liste todas as fontes de renda (salário, trabalho autônomo, rendas extras) e despesas mensais. Categorize os gastos entre essenciais (moradia, alimentação, transporte), supérfluos (lazer, compras) e dívidas (parcelamentos, financiamentos). - Defina objetivos financeiros:
Estabeleça metas claras e tangíveis, como criar uma reserva de emergência equivalente a seis meses de despesas, quitar dívidas ou poupar para a realização de um sonho, como viagens ou aquisição de um imóvel. - Use a regra 50-30-20:
- 50% para necessidades básicas (alimentação, aluguel, contas de serviços).
- 30% para desejos (lazer, compras).
- 20% para poupança, investimentos ou pagamento de dívidas.
- Monitore e ajuste:
Acompanhe regularmente suas finanças, identificando excessos e ajustando o orçamento conforme necessário. Evite repetir gastos desnecessários e faça revisões periódicas. - Utilize ferramentas de controle:
Aplicativos de gestão financeira, como Mobills, e planilhas simples no Excel são ótimos aliados para organizar receitas e despesas e visualizar para onde está indo seu dinheiro.
Como fazer o orçamento empresarial?
Assim como no orçamento pessoal, o planejamento financeiro empresarial requer organização, análise constante e o uso de ferramentas adequadas.
Passo a passo para o orçamento empresarial:
- Analise o fluxo de caixa:
O primeiro passo é mapear todas as entradas e saídas financeiras do negócio. Isso inclui receitas de vendas, despesas fixas (como aluguel e folha de pagamento) e variáveis (como marketing e transporte). - Separe contas pessoais e empresariais:
Evite misturar finanças para garantir clareza na gestão e facilitar a análise de lucros e despesas. Abra contas bancárias separadas para uso pessoal e para o negócio. - Identifique custos fixos e variáveis:
Liste todas as despesas fixas, como aluguel e salários, e variáveis, como materiais e serviços. Essa identificação ajuda a prever gastos futuros e controlar o orçamento. - Estabeleça metas financeiras:
Defina objetivos claros, como expansão de operações, quitação de dívidas, aumento do capital de giro ou criação de reservas. - Projete cenários futuros:
Considere sazonalidades e possíveis imprevistos financeiros para elaborar um orçamento resiliente, capaz de enfrentar diferentes cenários econômicos. - Utilize tecnologia para gestão financeira:
Ferramentas como Trello ou sistemas ERP ajudam no acompanhamento financeiro em tempo real, facilitando o controle e o planejamento.
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Principais diferenças do orçamento pessoal e empresarial
Embora compartilhem princípios básicos, os orçamentos pessoais e empresariais possuem diferenças importantes em termos de foco, ferramentas e objetivos.
Aspecto | Orçamento Pessoal | Orçamento Empresarial |
Foco | Gestão de gastos e formação de poupança. | Planejamento de receitas, despesas e crescimento do negócio. |
Recursos | Baseado em rendas fixas ou variáveis. | Baseado em fluxo de caixa e capital de giro. |
Metas | Criar reservas, quitar dívidas ou investir. | Expandir operações, aumentar lucro e reduzir custos. |
Ferramentas | Aplicativos de finanças pessoais, planilhas simples. | Sistemas ERP, softwares de BI, gestão de fluxo de caixa. |
Gestão de risco | Planejamento familiar e reservas de emergência. | Controle de estoques, sazonalidades e obrigações tributárias. |
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